terça-feira, 28 de abril de 2015

A vida vem do Espírito de Deus








E esse Deus que tudo pode, me dará saída para tantas aflições e fará surgir vida em mim, para que outros sintam sua essência e seu espírito em minhas ações.


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Drummond e sua história










Vale dizer da coragem, vale dizer de tudo que rendeu sua vida, vale dizer dos versos tão seus. Drummond ficou em nossa história, ficou em nossa alma. Vale dizer de Itabira, dos rumos que tomou. Vale dizer de tantas imagens que criou.



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Uma galinha







Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.
Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.
Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou — o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.

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Sentimento rotundo








A noite ficou rotunda e eu lamento
Ouvir tantos rumores, tanto tempo
Havia entre os suspiros o momento
Havia em nossos olhos sentimentos..







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Documentos e Dicas






Mais um arquivo para vocês, galera do 2º ano, agora em DOC

http://www.4shared.com/file/7K01lpoa/COPILAO_DO_ROMANTISMO.html?

Texto para o 9º ano A

http://www.4shared.com/office/U11-Agz0/texto19anoA.html?



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Crase


           A palavra crase é de origem grega e significa "fusão", "mistura". Na língua portuguesa, é o nome que se dá à "junção" de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da preposição "a" com o artigo feminino"a" (s), com o pronome demonstrativo "a" (s), com o "a" inicial dos pronomes aquele (s)aquela (s)aquilo e com o "a" do relativo a qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a crase. O uso apropriado do acento grave, depende da compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também, para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e nomes que exigem a preposição "a". Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. Observe:

    Vou a   a igreja.
    Vou à igreja.
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição "a", exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo "a" que está determinando o substantivo feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe os outros exemplos:
    Conheço a aluna.
    Refiro-me à aluna.
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo (conhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto (referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição "a". Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino "a" ou um dos pronomes já especificados.

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Predicação Verbal

 Predicação Verbal
Chama-se predicação verbal o resultado da ligação que se estabelece entre o sujeito e o verbo e entre os verbos e os complementos. Quanto à predicação, os verbos podem ser intransitivostransitivos ou de ligação.
1) Verbo Intransitivo

É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro termo para completar o seu sentido. Sua ação não transita.
Por Exemplo:
O avião caiu.
O verbo cair é intransitivo, pois encerra um significado completo. Se desejar, o falante pode acrescentar outras informações, como:
local: O avião caiu sobre as casas da periferia.
modo: O avião caiu lentamente.
tempo: O avião caiu no mês passado.
Essas informações ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que se compreenda a informação básica.


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A quebra do ser social e o sertão labiríntico em "Duelo"


Aguinaldo Do Nascimento


RESUMO
Este texto tem por objetivo analisar as relações sociais e os elementos mitopoéticos na novela “Duelo”. Desta forma, evidencia-se a quebra do ser-social, a busca da reestruturação da família como instituição no sertão brasileiro, o ethos e o pathos do homem em um espaço labiríntico, a ânsia do devir e a animalização do ser. O espaço como travessia, busca de outras ordens, da vinculação do homem com as instituições sociais e a organização conceitual deste para com os elementos que o universalizam.
Palavras-chave: ser-social, família, labirinto.

1. Introdução

A narrativa “Duelo” traz a consistência do aspecto cultural e da formação da instituição família como base das relações para o homem sertanejo. A palavra “duelo” significa o confronto direto entre dois indivíduos, com regras bem definidas e testemunhas para que tudo ocorra de acordo com o que tenha sido estabelecido. Na narrativa de Guimarães Rosa, esse embate ocorre em não-lugares e as estratégias se formam ao longo de um jogo.

A estória inicia-se de forma pacata, com pessoas pacatas, mostrando a linearidade das instituições sociais: casamento, religião, profissão. Em um dia não muito bom (um dia de nhaca, Sagarana, página 158,1984) Turíbio Todo se depara com uma cena de adultério envolvendo sua esposa( Silivana) e o Cassiano (ex-anspeçada do 1º pelotão). Há, então, a quebra da linearidade institucional e a procura do resgate da condição primeira: o homem em seu lar, o casamento como “lugar” social que dignifica e é sacralizado pela própria ideia de sociedade. Turíbio, enquanto ser-social, toma a atitude aparentemente drástica e imprópria, porém aceita como código de honra, mesmo disfarçado, pela própria comunidade: decide “lavar a honra”. Nisso, há a busca da reestruturação da ordem social, a busca da linearidade outrora desfeita.

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Vozes mitopoéticas e o animal escrita em "meu tio Iauretê“


RESUMO: Este texto tem por objetivo discutir as relações mitopoéticas no conto “Meu tio Iauaretê”, observando a fabulação do mito na hispanoamérica, as relações da linguagem e o animal escrita. Dentro deste ínterim, pensar o mito do iauaretê como uma releitura da dominação ideológica na colonização das américas e da relação do devir-animal com o ser-social, sendo o fogo o elemento entre o homem e o ser deificado( a onça). Estas postulações serão feitas a partir da teoria deleuziana da territorialização da linguagem enquanto animal escrita.

1. A estória e o mito


O conto “Meu tio Iauaretê”, de Guimarães Rosa, traz a estória de um mestiço contratado para “desonçar” certa região supostamente do interior do centro-norte do Brasil. Lá, esse homem se depara com algo familiar: o selvagem, e isso lhe faz aos poucos criar uma outra identidade.
A ideia presente no texto não se resume a um mero caso de fabulação do fantástico, licantropia ou coisa desse tipo: tem-se, sim, uma profunda análise das relações sociais e do homem agonizando consigo mesmo, uma identificação no outro e uma série de inserções a respeito da mitologia hiospanoamericana e como esses mitos constroem nossa identidade ou participam dela de alguma maneira.
 Tudo começa com um diálogo entre esse mestiço e um forasteiro que nunca se pronuncia, mas é citado todo o tempo como se estivesse sendo envolvido pela palavra: elemento que serve como condutor de todos os rastros e armadilhas, de uma territorialização feita a partir da ideia de fera que busca sua presa. O mestiço, dono da fala: oralidade em busca da identificação de tudo, traços do hoje e do ontem reclama sua sina, afasta-se do discurso que teme para o que é temido e fala, narra seus devaneios do que pode ser feito por ele e para ele. Esse homem é representante de uma história/estória, aquela que invade todas as vertentes da fala e da condução totêmica que envolve esses elementos.

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Memória


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

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Shellshock



Há uma batalha a cada dia
Às vezes estou ganhando,
Às vezes estou perdendo
Cada ferimento sangra até a morte
E cada vez que morro ressuscito
Nas minhas próprias forças
A guerra continua e estou só
A força aliada parece não chegar
E a força inimiga é cada vez maior
Um pouco de mim está aqui
E muito já se perdeu...
Agora resta apenas o adeus
Quando meus olhos se fecharem
E minhas mãos não mais escreverem...

Aguinaldo Nas

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Poemas de Vínicius de Moraes

O verbo no infinito

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar 
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

Dialética

É claro que a vida é boa 
E a alegria, a única indizível emoção 
É claro que te acho linda 
Em ti bendigo o amor das coisas simples 
É claro que te amo 
E tenho tudo para ser feliz 
Mas acontece que eu sou triste...


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A Novidade

Os Paralamas do Sucesso

A novidade veio dar a praia
Na qualidade rara de sereia
Metade o busto de uma deusa maia
Metade um grande rabo de baleia
A novidade era o máximo
Um paradoxo estendido na areia
Alguns a desejar seus beijos de deusa
Outros a desejar seu rabo pra ceia
O mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
O, o, o, o...
De um lado esse carnaval
De outro a fome total
O, o, o, o...

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Poesia do dia

Estou te pedindo assim:
Não chores pelo canto
Não sem mim...

Faças como antes
Refaça o instante
Lute pelas partes
O todo às vezes é improvável...
Olhe adiante e te lança
Não que não queiramos tua presença
Nos olhos que avizinha tua herança..
Pois só os tolos sonham com aquilo

Que ninguém alcança....

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Poesia




Quando sorrires
Lembras de mim,
lembras dos instantes
Que não serão finitos...
Lembras do encontro
Aquele, a rua frívola,
Nossos sorrisos conversavam,
Dos teus olhos vi a vida
E a alegria daquela blusa amarela..
Lembras do beijo roubado
E com ele minha vida...
Lembro do teu corpo alado,

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