Em meio à madrugada.
Era madrugada e eu ainda estava às voltas com textos e letras das quais precisava dar conta. Era simplesmente madrugada, quando me deparei com um antigo texto, perdido no tempo. Uma revista envelhecida, em que ideias se estendiam por entre as palavras, era uma revista publicada por alunos do curso de letras, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Chamava-se ARSENAL, um título que parece estranho para uma revista de pretensões literárias, mas que significava algo posto em trânsito dentro de nós.
Lendo aqueles textos, deliciando-me com o viés poético e com os contos, estórias e fábulas urbanas, lembrava-me dos corredores universitários, pés postos nos bancos, ideais que se alternavam, palavras de ordem: a ordem de viver e divulgar nossos pensamentos. Era assim nossa história, portando cadernos e anotações, achávamos que mudaríamos as pessoas e o mundo e buscamos isso plenamente escrevendo. Pensei, então, que as palavras são nossas armas (Mia Couto) e que temos a obrigação de metralhar o descaso e o ostracismo para podermos ter melhores possibilidades. Achei de pronto ambicioso. Mas é assim mesmo a vida de um escritor: ele rejeita por algum tempo sua verve e se dedica casualmente a ela. Depois se realiza com projetos paralelos e procura ser feliz de algum modo.
Era simplesmente madrugada e eu ainda preso nos textos da velha ARSENAL. Pensei que poderia ser uma nostalgia boba e sem sentido, mas algo me tocou posteriormente e a ideia fixa de que seria interessante ter de volta o ímpeto de um espaço para literatura tomou-me por completo. Assim, resolvi criar este blog, com possíveis toques das novas tecnologias, com análises do cotidiano, crônicas, poesia, contos, vídeos e artigos diversos. Um espaço para compartilhar com alunos, ex-alunos, leitores das mais diversas concepções.
Bem vindos, então, leitores. E que um ARSENAL de ideias caia sobre vocês.
AGUINALDO NAS

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial